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Workflow · Dev com IA · 4 min

Do problema ao agente em produção

Como a gente sai de uma dor real e chega num agente de IA rodando na operação: 6 passos, o prompt de especificação e os 4 erros que matam o projeto.

Fabian Martinelli · 17 de junho de 2026 · IA, Agentes, Produto

Pesquisar a ferramenta da moda é fácil. Difícil é sair de uma dor real e chegar num agente de IA que roda sozinho, no dia a dia, sem virar dor de cabeça. Esse é o caminho que a gente usa na FM Solutions pra tirar um agente do papel e botar pra trabalhar dentro da operação do cliente.

O método, em 6 passos

  1. Achar a dor que paga a conta

    Antes de falar em IA, escreva em uma frase o problema que custa tempo ou dinheiro toda semana. Não a moda, a dor. "O WhatsApp lota no almoço e a gente perde reserva" é uma dor. "Quero usar IA" não é.

  2. Mapear o processo como ele é hoje

    Desenhe o passo a passo real, com os tropeços. Quem faz, em que canal, onde trava, o que já dá errado. Você não automatiza o que não consegue descrever.

  3. Escolher o menor recorte que já entrega

    Pegue a menor fatia que sozinha já gera resultado. Um canal, uma tarefa, um tipo de pergunta. Começar estreito é o que faz o projeto chegar em produção.

  4. Escrever as regras do agente

    Defina o papel, o tom, os limites e, principalmente, o que ele não faz e quando passa pra um humano. Agente bom conhece a própria borda.

  5. Testar uma semana com gente de verdade

    Rode com clientes reais por alguns dias antes de confiar. Leia as conversas, ache os furos, ajuste. É aqui que o agente vira confiável.

  6. Colocar em produção e medir

    Suba e instrumente desde o primeiro dia. Defina o número que prova que funcionou: tempo de resposta, reservas, horas economizadas. Só expanda se o ponteiro mexeu.

O prompt pra especificar o agente

Esse prompt transforma o processo que você mapeou no passo 2 numa especificação pronta pra construir. Cole, descreva o processo e ajuste.

Aja como meu engenheiro de operação. Vou te descrever um processo da minha empresa. Devolva a especificação de um agente de IA pra resolver ele, nesta ordem:

1. Objetivo em uma frase (o resultado, não a tecnologia)
2. Gatilho (o que dispara o agente)
3. Passo a passo do que o agente faz
4. Regras e limites (o que ele nunca faz)
5. Quando escalar pra um humano
6. Métrica de sucesso (o número que prova que funcionou)
7. O menor recorte pra colocar no ar essa semana

Meu processo:
- (descreva aqui)

Jeito errado x jeito certo

Onde isso trava (e como blindar)

Ferramenta solta não resolve. O ganho aparece quando você liga o processo certo na tecnologia certa.

O resumo

Agente em produção não é sobre o modelo mais novo. É sobre escolher uma dor real, recortar pequeno, dar regras claras, testar com gente de verdade e medir. Se ao fim você não consegue dizer em uma frase qual número melhorou, o agente ainda não terminou.

Se quiser ajuda pra fazer isso dentro da sua empresa, o diagnóstico é gratuito e sem compromisso: fmsolutions.ai.

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