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Guia · Começando com IA · 5 min

Starter Kit Claude 2026

Do primeiro login a um workflow real: os 4 lugares onde o Claude vive, como escolher o modelo, Projects, Artifacts, Claude Code, Cowork e um setup de 1 hora pra começar.

Fabian Martinelli · 17 de junho de 2026 · Claude, Guia, Produtividade, IA

Você abriu o Claude, fez algumas perguntas e fechou. Funciona, mas é como dirigir um carro só na primeira marcha. O Claude virou uma plataforma: tem lugar pra conversar, pra delegar tarefa em arquivos, pra programar e pra desenhar, com modelos diferentes e memória do seu contexto. Esse guia te leva do primeiro login até um workflow de verdade, sem encher de jargão.

Os 4 lugares onde o Claude vive

O erro número um é tratar tudo como chat. O Claude tem quatro superfícies, cada uma pra um tipo de trabalho:

  • Chat. Conversar, pesquisar, rascunhar. A porta de entrada. As respostas viram Artifacts quando geram algo de verdade.
  • Cowork. Um app de desktop que trabalha dentro de uma pasta sua e executa tarefas nos arquivos, com você aprovando os passos. É delegar, não só perguntar.
  • Code (Claude Code). O Claude no terminal e no editor, pra programar, automatizar e mexer em projetos inteiros.
  • Design. Pra criar e iterar interface e peças visuais.

Regra de bolso: pergunta rápida é Chat; "faz isso nos meus arquivos" é Cowork; "trabalha no meu projeto de código" é Code.

Escolha o modelo pela tarefa

Não existe "melhor modelo", existe o certo pra tarefa. Hoje a família tem quatro marchas:

  • Opus 4.8. O mais capaz. Raciocínio difícil, análise longa, decisão que não pode errar.
  • Sonnet 4.6. O equilíbrio. Rápido e forte pro dia a dia, a escolha padrão.
  • Haiku 4.5. O leve. Tarefas simples em volume e respostas instantâneas.
  • Fable 5. A geração nova da família, pra puxar o teto de qualidade.

Projects: pare de repetir contexto

Se você se pega colando o mesmo contexto toda conversa ("minha empresa é X, meu cliente é Y, responde assim"), você precisa de um Project.

Project é um espaço com instruções fixas e arquivos de conhecimento que o Claude lê em toda conversa lá dentro. Você ensina uma vez, ele lembra sempre. Crie um por cliente, por área ou por tipo de trabalho: anexe os documentos de referência, escreva as regras e o tom, e abra as conversas daquele tema dentro dele.

Artifacts: quando a resposta vira coisa pronta

Quando o Claude gera algo que você vai usar, e não só ler, aquilo aparece como Artifact num painel ao lado: um documento, um trecho de código, uma planilha, até um app que roda ali. Você itera no Artifact ("muda o título", "deixa mais curto") sem refazer tudo, e copia ou exporta quando estiver pronto. É o que transforma o chat em ferramenta de produção.

Claude Code: o Claude que age no seu projeto

Opcional pra quem programa, mas vale conhecer. O Claude Code roda no terminal, no editor (VS Code, JetBrains), no app de desktop e na web. Ele lê seu projeto, propõe um plano, faz as mudanças, roda os testes e te mostra o diff. Não é autocomplete, é um parceiro que executa tarefas inteiras.

Dica de quem usa: deixe um arquivo de instruções na raiz do projeto (um CLAUDE.md) com a stack, os comandos e o que não pode tocar. É o que faz ele parar de chutar.

Cowork: delegue a tarefa, não só a pergunta

Cowork é o Claude como colega de trabalho. Você escolhe uma pasta no seu computador, descreve a tarefa e ele executa nos arquivos: organiza, escreve, edita, cruza informação. Você controla o nível de autonomia (pede aprovação a cada passo ou deixa correr) e pode até agendar pra rodar sozinho numa cadência, tipo diário ou semanal. É onde "me ajuda a pensar" vira "faz por mim, eu reviso".

Instruções e memória: o Claude que te conhece

Duas alavancas que quase ninguém liga:

  • Instruções personalizadas e estilo. Diga uma vez como você quer as respostas (idioma, tom, formato, o que evitar) e vale em tudo. É o fim do "texto de IA com cara de IA".
  • Memória. O Claude guarda o que importa entre conversas, então você não recomeça do zero. Revise de tempos em tempos pra manter limpo e atualizado.

O setup de 1 hora que muda tudo

  1. Defina suas instruções (10 min)

    Escreva como você quer as respostas: idioma, tom, tamanho, o que nunca fazer. Pequeno esforço, efeito em toda conversa.

  2. Crie seu primeiro Project (15 min)

    Escolha um contexto que você repete sempre. Suba de 3 a 5 documentos de referência, escreva as regras e passe a abrir as conversas desse tema ali dentro.

  3. Treine iterar em Artifacts (10 min)

    Peça algo que vire Artifact (um email, um doc, um mini app) e pratique refinar em vez de refazer do zero.

  4. Delegue uma tarefa no Cowork (15 min)

    Pegue algo chato de arquivo (organizar, padronizar, resumir uma pasta) e deixe o Cowork fazer, aprovando os passos.

  5. Sinta a diferença de modelo (10 min)

    Rode a mesma tarefa no Sonnet e no Opus. Isso te dá o instinto de quando vale subir de marcha.

Os erros de quem está começando

O pulo do gato não é saber mais comandos. É parar de usar o Claude como busca e começar a usar como equipe.

Seu próximo passo

Montou o setup? Agora aponte ele pra um problema real. Use o mapa de automação da sua semana pra achar onde o Claude rende mais, preencha o briefing de automação e leve pro workflow do problema ao agente.

Se quiser colocar isso pra rodar dentro da sua empresa sem virar projeto eterno, o diagnóstico é gratuito e sem compromisso: fmsolutions.ai.

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